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Como Chamar a Atenção de Deus

07 ago

Is 64 – 66

Is 66: 2 – “Porque a minha mão fez todas essas coisas, e todas vieram a existir, diz o Senhor, mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra.”

O homem naturalmente é orgulhoso e se gloria de pequenas coisas. Desde pequeno queremos reconhecimento e gostamos quando chamamos a atenção dos nossos pais, professores e amigos. Crescemos e continuamos com essa mania, pois estamos no trabalho querendo chamar a atenção do nosso chefe e qualquer reconhecimento gera grande satisfação a nossa carne. Mas aonde está o nosso coração? Aonde deveria estar o nosso coração? Será que num mundo tão pequeno e passageiro importa ter todo esse reconhecimento?

Olhemos para Jesus, o Deus esvaziado que fugia do reconhecimento dos homens. Ele tinha poder para curar e manifestava enormes sinais. Pessoas vinham de longe para ouvir de sua sabedoria e muitos criam que sua capacidade de liderar o levaria ao governo de uma nação. Mas Jesus nunca se importou com essas coisas, pelo contrário, Jesus se humilhou e foi o homem que mais agradou o coração do Senhor, pois Ele sabia o quanto as coisas desse mundo são pequenas e passageiras e o quanto Deus é grande e eterno.

Sigamos o exemplo de Jesus. O que importa é agradarmos a Deus, que nossa vida seja integralmente dedicada a isso, a agradar nosso Deus, chamar a atenção dEle. Isso que nos importa. E para que isso aconteça temos que nos humilhar, ter o coração contrito, um espírito abatido e aflito, reconhecer nossa pequenez, reconhecer a grandeza do nosso Deus, clamar por sua presença, temê-Lo, tremer da sua palavra, não querer em hipótese alguma desagradar seu coração. Dessa forma Ele nos olhará. Nada é mais gostoso do que chamar a atenção do nosso bom Deus e Pai!

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6 Comentários

Publicado por em 7 de agosto de 2010 em Discipulando

 

6 Respostas para “Como Chamar a Atenção de Deus

  1. Osias Matos

    7 de agosto de 2010 at 10:49

    A Adoração na Igreja Local
    Se você for um cristão, o Senhor o acrescentou a sua igreja (Atos 2:47). Todos os que foram salvos fazem parte desta igreja (Efésios 5:23). Mas esta é a igreja universal, e ela nunca se reúne para adoração. É possível reunir-nos para adoração numa igreja local. A sabedoria de Deus viu ser apropriado ordenar aos cristãos que “se juntassem” para o propósito de adorá-Lo (Atos 20:7; 1 Coríntios 14:23,26). Ele até nos adverte a não deixarmos de nos reunir (Hebreus 10:25).
    O Objeto de Nossa Adoração
    “Todas as vezes que os cristãos se congregam para adoração, precisamos perceber que ali estamos para adorar a Deus. Deus quer verdadeiros adoradores que queiram honrá-lo “em espírito e em verdade” (João 4:23-24). Não nos reunirmos para diversão. Ali estamos para louvar a Deus e edificarmo-nos uns aos outros. As atividades da adoração (que seguem abaixo) são importantes, mas nada é mais importante do que a atitude de nossos corações e mentes quando nos empenhamos nestas atividades. Precisamos ser cuidadosos para que nossos atos públicos de adoração não se tornem uma “exibição” que deprecia o louvor a Deus. Os homens não devem ser adorados, Deus sim.
    As Atividades de Adoração
    Que fazemos quando nos reunimos para adorar a Deus em uma igreja local? Só há duas possibilidades; ou fazemos o que nós queremos ou o que Deus diz. Os verdadeiros cristãos farão somente o que Deus diz em sua palavra. Jesus advertiu sobre aqueles que adoram a Deus em vão, “ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:8-9). Queimamos incenso? Fazemos um festival de rock? Não, as atividades de adoração precisam consistir do que Deus quer; elas precisam ser modeladas de acordo com as atividades aprovadas das igrejas locais do Novo Testamento. O que eles faziam?  Eles cantavam (Colossenses 3:16; Efésios 5:19). Há somente dois tipos de música: vocal e instrumental. Deus especificou que a igreja deve cantar. Este é o único tipo de música dada no plano de Deus.  Eles oravam (Efésios 6:18; 1 Timóteo 2:1,8; Atos 2:42). Deus é honrado quando os homens elevam seus corações e suas vozes a ele em oração. E mais, o homem não pode receber maior bênção de seus irmãos do que a dádiva que recebe quando as orações coletivas da igreja local são enviadas para o céu (Atos 12:5; 2 Coríntios 1:11).  Eles ceavam (Atos 20:7; 1 Coríntios 11:17-34; 10:16). Os cristãos primitivos participavam da Ceia do Senhor em memória dele todo primeiro dia da semana.  Eles ouviam a palavra de Deus (Atos 20:7; 1 Coríntios 14:19). Ensinamento, leitura, e pregação da palavra de Deus aconteciam.  Eles contribuíam (1 Coríntios 16:1-2; Atos 2:42). Esta era uma oferta voluntária da parte dos membros para que a obra do Senhor pudesse ser feita. Estas eram as atividades de adoração nas igrejas locais do Novo Testamento. As Escrituras não revelam que eles praticassem mais nada. Sendo este o caso, não podemos praticar mais do que isto numa igreja local de hoje.
    Onde Eu Adoro?
    Os cristãos deverão desejar ter comunhão e adorar com igrejas fiéis. Não há igrejas locais perfeitas, mas há igrejas cuja direção e membros estão empenhados em seguir o modelo do Novo Testamento. Devo adorar com uma igreja como essa. Não posso conscientemente ser parte de uma “equipe” (igreja local) que viola o modelo de Deus para o trabalho e a adoração da igreja local. Alguns têm tentado fazer uma lista de igrejas fiéis. Posso apreciar a intenção de tal esforço, mas tenho algumas reservas quanto a isso. Primeiro, permanece o fato que nenhum homem ou grupo de homens pode preparar uma lista acurada; segundo, elaborar uma lista de “igrejas aprovadas” poderia tender facilmente para um conceito denominacional da igreja local. As experiências mais ricas de nossa vida virão, provavelmente, porque pertencemos a uma igreja local. O grande amor de Deus e a sabedoria dele são vistos neste arranjo. Determine que você faça a adoração na igreja local, onde você está, tudo o que Deus quer. Aperte as mãos de seus irmãos, levante sua voz em louvor e adoração ao Pai, glorifique seu Filho, adore-o em espírito e verdade!
    A Benevolência de uma Igreja Local

    Amor, altruísmo e caridade são palavras chaves na vida de um cristão. Jesus nos deu o exemplo. Aqui estamos no coração do reino de Deus (Filipenses 2:5-9).
    Mas não somos deixados a tirar nossas próprias conclusões em matéria de verdadeira benevolência. Aos cristãos é mandado cuidar de algumas pessoas. “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1 Timóteo 5:8). “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tiago 1:27). Os limites de um cristão para fazer o bem são as fronteiras de suas oportunidades e capacidade. Tão largas como estes privilégios e responsabilidades são para os cristãos, tal responsabilidade ilimitada não é autorizada pela igreja. “Se alguma crente tem viúvas em sua família, socorra-as, e não fique sobrecarregada a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas” (1 Timóteo 5:16). Aqui Deus diz que a igreja não deve ser sobrecarregada com o cuidado de uma viúva cristã. Isso significa, simplesmente, que a obra “cristã” nem sempre é obra “da igreja.” Felizmente, um entendimento desta regra das escrituras pode resolver alguns dos nossos problemas. Desde que o trabalho da igreja em benevolência é obviamente limitado (1 Timóteo 5:16), como podemos determinar esses limites? Porque não deixar que a própria Bíblia marque esses limites? Atos 2 nos diz no versículo 44 de “todos os que creram” tendo todas as coisas em comum esses eram discípulos.

    Atos 4 nos dá a informação que era a “multidão dos que creram” que tinham todas as coisas em comum (versículo 32) esses eram discípulos. Atos 6 descreve as viúvas como pertencentes àqueles que compunham “o número dos discípulos” no versículo 1 são as viúvas discípulas. Atos 11 relata que os “discípulos, cada um conforme suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia” (versículo 29) aos irmãos. Romanos 15 mostra os da Macedônia e da Acaia levantando “uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém” (versículo 26) santos pobres. 1 Coríntios 16 registra o mandamento: “Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia” (versículo 1) santos. 2 Coríntios 8 mostra Paulo e seus amigos dizendo que havia uma dádiva e que participaram “da assistência aos santos” (versículos 4-5) santos. 2 Coríntios 9: “Ora, quanto à assistência a favor dos santos…” (versículo 1). “Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus” (versículo 12). Esta dádiva pelos gentios aos judeus cristãos pobres era não somente a alimentação dos santos pobres, mas uma bênção a todos os cristãos em toda a parte alívio para os santos. 1 Timóteo 5 define a viúva verdadeira como aquela que está desolada, confia em Deus, etc., que é encargo da igreja as viúvas verdadeiramente viúvas. Com tal responsabilidade limitada dada à igreja local, não admira que Atos 6 quase nos diga “como” a igreja cuidava de seus necessitados. Eram suas próprias viúvas que padeciam necessidades, e seus próprios servos que eram escolhidos dentro de seu próprio grupo para cuidarem desse problema. Isto era precisamente todo o “como” que eles precisavam, visto que a obra estava limitada aos de sua própria congregação. Nenhuma organização mundial estava em operação, desde que todos os tais problemas eram assuntos da congregação. Qual seria o resultado de cada cristão cumprir sua responsabilidade individual e cada igreja limitar sua benevolência de acordo com as especificações do Novo Testamento? Seriam os necessitados ajudados? Verdadeiramente! Haveria alguma necessidade de problemas congregacionais com respeito a “instituições” humanas? Certamente não! Daria certo seguir realmente o modelo de Deus? Porque não confiar na sabedoria de Deus para cumprir a vontade de Deus?
    Não deverá ser esquecido que muita benevolência tem que ser feita pelo indivíduo. Este tipo de atividade, muito freqüentemente, exige envolvimento e caridade pessoal. Em acréscimo, os cristãos precisam estar “lavando os pés” pelo bem que receberão disso. Tornar-se muito orgulhoso ou muito importante nos impedirá de ficarmos envolvidos pessoalmente.
    Com cada igreja e cada discípulo seguindo a direção dada pela palavra de Deus, os necessitados são aliviados e Deus agradado. Reconhecer estes limites postos por Deus permite à igreja dar consideração preferencial à sua mais importante tarefa: pregar o evangelho.

    A Missão Espiritual da Igreja
    Quando Jesus ficou diante de Pilatos para ser julgado, ele descreveu a natureza espiritual de seu reino: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.” (João 18:36). Aqueles que saem do “império das trevas” são transferidos para o “reino do Filho” (Colossenses 1:13). Jesus “é a cabeça do corpo, da Igreja” (Colossenses 1:18), e seus súditos gozam de “toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (Efésios 1:3).
    Os soldados que vão batalhar para avançar a causa deste reino espiritual usam a armadura e as armas espirituais (Efésios 6:10-17; 2 Coríntios 10:3-6) quando buscam cumprir sua missão espiritual. Usando a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, servos de Cristo ensinam outros sobre o Senhor e sua graça salvadora (Romanos 1:16; 2 Timóteo 2:2), “…levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo…” (2 Coríntios 10:5). Estes discípulos de Cristo compartilham o plano eterno de Deus “…para que pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor…” (Efésios 3:10-11).
    Muitas das tendências erradas das denominações modernas poderiam ser evitadas por um entendimento mais claro da missão espiritual da igreja. É aparente que a igreja do primeiro século dava atenção principalmente aos assuntos espirituais. Jesus não estabeleceu um clube social ou esportivo, e não deu aos homens o direito de modificar ou corromper essa missão espiritual de que ele incumbiu à sua igreja. Nosso papel hoje em dia deve ser estudar e obedecer a vontade de Deus, fazendo tudo de acordo com a autoridade de Cristo (Colossenses 3:17). Enquanto você continua este estudo, leia cada passagem citada com um desejo sincero de entender e aplicar a vontade de Deus em sua vida.

    A Obra Espiritual da Igreja
    Cristãos trabalhando juntos: As assembléias da igreja são ocasiões para adorar o Senhor e edificar aqueles que participam. Podemos ver claramente a natureza espiritual das atividades das igrejas primitivas. Os santos oravam juntos (Atos 4:31; 1 Timóteo 2:1-2). Eles pregavam o evangelho (Atos 4:33). Eles se reuniam para participar da Ceia do Senhor (Atos 20:7; 1 Coríntios 11:17-34). Os cristãos primitivos louvavam a Deus e edificavam uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais (Efésios 5:19; Colossenses 3:16). De acordo com a instrução apostólica, os cristãos aproveitam as assembléias no primeiro dia da semana para recolher dinheiro, o qual será usado para fazer a obra de que Deus incumbiu à igreja (1 Coríntios 16:1-2). A Bíblia mostra que cada membro do corpo tem uma parte importante na edificação dos outros irmãos (Efésios 4:11-16). A missão de ensinamento do evangelho: A igreja, como “coluna e baluarte da verdade” (1 Timóteo 3:15), tem o privilégio e responsabilidade de espalhar o evangelho de Cristo. É abundantemente claro, no Novo Testamento, que esta era a alta prioridade na vida de Jesus e de seus seguidores. Se somos verdadeiramente seus discípulos, essa será também nossa prioridade. A missão da igreja é espiritual
    Os cristãos têm o privilégio de propagar a mensagem de salvação do evangelho. Devemos partilhar da atitude expressada por Paulo: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê…” (Romanos 1:16). É por isso que os cristãos primitivos de Jerusalém foram tão diligentes em seu trabalho (Atos 5:42).
    Precisamos primeiro dar-nos ao trabalho. Nossa missão hoje é a mesma que a missão dos tessalonicenses, que levavam diligentemente o evangelho às regiões próximas da Macedônia e Acaia (1 Tessalonicenses 1:8). As instruções que Paulo deu aos coríntios mostram que um propósito significativo de suas reuniões era convencer os incrédulos e edificar os santos (1 Coríntios 14:24-26). Cumprir esta missão também requer empenho financeiro. As igrejas de hoje podem mandar evangelistas para pregar em outros lugares, como fez a igreja de Antioquia (Atos 13:1-3; 14:26-28). Os evangelistas eram às vezes sustentados pelas igrejas para que pudessem dedicar-se à obra de pregar (Filipenses 4:5-8; 1 Coríntios 9:14-15). Paulo ensinava que o mesmo tipo de apoio financeiro poderia também ser dado aos presbíteros (1 Timóteo 5:17-18). É natural que pessoas que se dedicam à missão de divulgar o evangelho possam sacrificar voluntariamente seus bens materiais para este mesmo fim.

    Ensinar toda a verdade:
    A igreja precisa aceitar sua responsabilidade de ensinar a verdade da palavra de Deus em todas as circunstâncias. Todos os seguidores fiéis de Jesus precisam da mesma convicção que Paulo encorajou a Timóteo, quando escreveu: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4:2). A igreja que evita alguns aspectos da palavra de Deus porque poderiam ser impopulares ou difíceis das pessoas aceitarem não está cumprindo sua missão.
    Corrigir os que erram: A responsabilidade de corrigir e repreender mostra que pregar o evangelho envolve a correção daqueles que estão no erro. O positivismo “Eu estou bem, você está bem” não tem lugar na pregação de Cristo. Quando uma pessoa está em pecado, ninguém tem o direito de dizer “Você está bem assim como está.” A mensagem do evangelho é diferente: os pecadores não estão bem, mas podem ser transformados pelo amor e pela graça de Deus para se tornarem íntegros novamente.

    Esta necessidade de corrigir os pecadores inclui a responsabilidade de corrigir os irmãos que recaem no pecado (Gálatas 6:1; Tiago 5:19-20). Uma igreja que verdadeiramente entende sua missão espiritual corrigirá os irmãos que estão no erro para tentar salvar suas almas e manter a pureza do corpo (Mateus 18:15-17; 1 Coríntios 5:1-13). Ler estes textos mostra que às vezes é desagradável obedecer a Cristo. Uma igreja que segue Jesus removerá os pecadores impenitentes do seu meio. Podemos não gostar da linguagem forte que Paulo usa em 1 Coríntios 5:13, mas precisamos lembrar que era o próprio Deus que dava estas instruções para “expulsar” da congregação aqueles que retornavam a uma vida de pecado. Se vamos pregar a verdade, precisamos pregar toda a verdade!

    A Obra Material da Igreja
    Enquanto a prioridade da obra da igreja é claramente espiritual, há também um aspecto material. Em Atos 4:32-37, os discípulos contribuíram para aliviar as necessidades dos santos. A igreja de Jerusalém ajudou as viúvas pobres de seu meio (Atos 6:1-2). Quando as necessidades dos santos excederam a capacidade da igreja local, outras congregações enviaram dinheiro para ajudá-los (Atos 11:29-30; Romanos 15:25-26; 1 Coríntios 16:1; 2 Coríntios 8:4; 9:1-2; etc.) Deste modo, as igrejas mais ricas ajudavam as mais pobres, demonstrando a verdadeira fraternidade do amor que deverá caracterizar as igrejas de Cristo.

    Melhoramentos Humanos?
    Os complicados sistemas de obras sociais em muitas igrejas modernas não se parecem nem um pouco com a simplicidade do plano do Novo Testamento. Em vez de terem fé para converter o mundo a Cristo, muitas igrejas estão atarefadas convertendo a igreja para se ajustar às expectativas do mundo. Algumas usam apelos a desejos carnais para atrair pessoas ou adquirir fundos. Em nome da religião, algumas usam bandas de “rock” ou outros programas musicais especiais. Outras oferecem festas completas com bebidas e danças. Muitas outras prometem bênçãos materiais e boa saúde para aqueles que se juntarem a suas igrejas. O interesse neste mundo tornou-se tão forte que algumas ¨igrejas¨ parecem mais como organizações sociais do que corpos espirituais. Nunca devemos perder nossa concentração no céu, pensando que podemos corrigir todos os males sociais de um mundo dominado pelo pecado.
    Muitas ¨igrejas¨ se enredaram nos negócios da sociedade moderna, procurando colocar seus membros em lugares de poder político ou investindo os fundos da igreja em negócios. Se elas buscam comprar e operar enormes corporações ou operar pequenas empresas, tais como bazares de igreja e balcões de cachorro-quente, estas igrejas estão mostrando claro desrespeito pelo plano que Deus deu. Precisamos ter fé suficiente para estarmos contentes com o fato de que a igreja receba dinheiro da maneira que Deus autorizou (contribuições voluntárias: Coríntios 16:1-2) e o use somente nos modos aprovados por Deus.

    Contentes em Fazer o Que Deus Ordenou
    Quando seguimos o modelo fornecido pelo Novo Testamento, a igreja será suficiente para fazer a obra e terá fartura de obra para fazer. Não temos necessidade nem permissão para envolver a igreja em outros projetos, organizações e obras, inventados pelos homens. Assim como Deus rejeitou o fogo oferecido por Nadabe e Abiú (Levítico 10:1-7), ele rejeitará obras estranhas que os homens introduzem nas igrejas. Tão certo como o Senhor desagradou-se quando Uzá estendeu uma mão de ajuda para fazer o que lhe parecia direito (2 Samuel 6:1-11), ele não quer nossa “ajuda” para encontrar um modo mais eficaz de fazer sua obra. Em ambos os casos de pecados fatais, o problema fundamental foi uma falta em seguir exatamente o que Deus tinha instruído. Se desconsiderarmos suas instruções, não podemos esperar melhor sorte. “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.” (Provérbios 14:12).
    As Igrejas do Novo Testamento A Pedra Angular do Cristianismo sem Denominação
    A igreja que Jesus estabeleceu era universal, abrangendo todos os que eram salvos (Atos 2:47). Todos os salvos numa certa comunidade eram a igreja naquela comunidade.

    Ao nível local, elas eram organizadas para adoração e trabalho sob presbíteros (Atos 14:23). Esta era a única organização que Cristo deu à sua igreja. Ele era e é a única cabeça da igreja universal e a única cabeça de cada igreja local.
    Este arranjo de congregações autônomas, independentes, sem quartéis generais terrestres, não seria surpreendente para os estudantes da Bíblia. No Velho Testamento, Deus estava desgostoso com as tendências centralizadoras daqueles que construíram a Torre de Babel, e os espalhou. Seu plano para Israel foi que as tribos deveriam operar sem um governo central ou rei terrestre, somente Deus reinando sobre elas. A insistência delas na centralização e num rei humano lhe desagradou.

    Estas mesmas tendências humanas para centralizar apareceram muito cedo na igreja. O notável historiador da igreja, John L. Mosheim descreve as mudanças feitas no segundo século:
    “Durante grande parte deste século todas as igrejas continuavam a ser, como a princípio, independentes umas das outras, nem eram ligadas por nenhum consórcio ou confederação… Mas, com o passar do tempo, tornou-se costume para todas as igrejas cristãs dentro da mesma província unirem-se e formarem uma espécie de sociedade ou comunidade mais ampla; e, à maneira das repúblicas confederadas, manterem suas convenções em tempos determinados, e ali deliberarem pela vantagem comum de toda a confederação…. Estes concílios — dos quais não aparece nenhum vestígio antes da metade deste século — mudaram quase toda a forma da Igreja.” (História Eclesiástica, Vol. I, pág. 116).
    Na verdade, “quase toda a forma da igreja” foi mudada, mudando para uma denominação. Agora havia uma nova associação, não de membros, mas de congregações. Agora havia uma nova organização entre as igrejas e Cristo. Agora havia uma nova autoridade capaz de multiplicar organizações e ofícios até a infinidade. Agora havia uma divisão separando as igrejas que cooperavam daquelas que não. E tudo começou quando as congregações renunciaram uma parte de sua autonomia.

    A autonomia da igreja local é a primeira e a última linha de defesa contra a ameaça sempre presente de criar denominações. A princípio, a renúncia de autonomia é sempre feita aos bocados, pelo bem da causa e voluntária. Mas, como o Incrível Hulk, a organização à qual ela é dada tende a crescer num senhor irresistível e sedento de sangue. Isso aconteceu no segundo século. Aconteceu de novo no século dezenove, quando centenas de congregações concordaram em permitir que uma sociedade missionária central supervisionasse sua obra missionária, somente para ver essa sociedade crescer em um único século para ser um corpo governador denominacional maduro. E essas mesmas forças estão operando no século vinte e um.
    As igrejas estão sendo solicitadas, nos dias de hoje, por várias instituições oferecendo-se para aceitar a responsabilidade pela obra de evangelismo da igreja, edificação e benevolência em troca de auxílio financeiro. Presbíteros das igrejas patrocinadoras “assumem a supervisão” do trabalho para o qual todas as congregações têm igual responsabilidade e pedem apoio dessas igrejas. Não é o limite da autonomia local rompido quando uma igreja local permite que a diretoria de uma instituição ou os presbíteros de outra igreja assuma a supervisão de qualquer parte de sua obra? Mas ainda não é o fim. Um livro recentemente despachado pelo correio para milhares de pessoas tenta provar que todas as igrejas de uma área urbana deveriam estar sob um presbitério. O livro leva numerosas aprovações. Aqueles que rejeitam estes conceitos não ficam imunes às influências pró-denominação. As igrejas, algumas vezes, são intimidadas a tomar decisão por um respeito inflado a um colegiado ou por temor de serem acusadas num jornal. Curvar-se a tais pressões ou permitir ser influenciados pelo que “a irmandade pensa” é tornar-se sectário e denominacional.
    Há, naturalmente, o perigo de reação em nossos esforços para evitar a criação de denominações. Ser cristão sem denominação não significa que tenhamos que evitar organizar-nos em igrejas locais, até mesmo em grandes igrejas como a de Jerusalém. Nem significa que uma tal igreja tenha que se isolar, adotar uma única denominação e agir como se não existisse outra igreja na terra. A igreja não-denominacional de Jerusalém reconhecia a existência de outras igrejas, enviou Barnabé para encorajar uma delas (Atos 11:22-24), recebeu esmolas de outras e foi incluída num grupo de igrejas das quais Paulo falou como “as igrejas de Deus na Judéia” (1 Tessalonicenses 2:14). Elas, porém, retinham o total comando de seus próprios trabalhos. A intromissão na autonomia local precisa ser resistida, não num “espírito de feroz independência de fronteira”, mas pela fé em Cristo. Ele é rei e, num reino toda a autoridade precisa ser concedida pelo rei. Hoje, somente homens com credenciais do rei são presbíteros, os quais o Espírito Santo fez bispos (Atos 20:28). Sua autoridade precisa ser exercida em harmonia com a vontade de Cristo e somente na igreja da qual eles fazem parte (1 Pedro 5:2). Lealdade a Cristo exige estrita adesão a este arranjo.
    A Unidade que Agrada a Deus
    Deus quer que seus seguidores sejam unidos. Quando Jesus se preparou para sua própria morte, uma das primeiras coisas em sua mente foi a unidade dos seus discípulos: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:20-21). Aqueles que querem glorificar a Deus incentivarão esta unidade entre os crentes: “Assim, pois, seguimos as cousas da paz e também as da edificação de uns para com os outros.” (Romanos 14:19). Como servos de Deus em comunhão com o Espírito Santo, devemos trabalhar humildemente para manter a unidade: “…completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma cousa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.” (Filipenses 2:2-4). Paulo deu a fórmula prática para esta paz quando escreveu à igreja dividida em Corinto: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.” (1 Coríntios 1:10).
    Crer que a unidade é importante é uma coisa. Praticá-la é outra. Neste artigo, examinaremos alguns esforços para manter a unidade de maneira que Deus não aceita e após, consideraremos a base da unidade que agrada a Deus.

    Esforços Humanos para Manter a Unidade
    Algumas vezes, pessoas bem intencionadas estão tão preocupadas em manter a unidade que usarão qualquer método incluindo os meios que Deus nunca aprovou para preservar uma união superficial. Considere alguns exemplos de esforços humanos que Deus não aprova.
     Unidade por legislação humana. Muitas igrejas impõem regras para manter a unidade na congregação. Convenções, congressos e conferências são usados freqüentemente como meios de estabelecer e manter normas de doutrina e prática, tentando assim criar e manter a unidade entre as congregações. A Bíblia nunca autoriza tais métodos humanos.
     Unidade por estrutura de organização humana. Muitos grupos religiosos procuram manter a unidade criando hierarquias de autoridade denominacional. Grupos de congregações que têm “sedes” ou outros laços estão seguindo o esquema humano. No Novo Testamento nunca há nem sinal de uma igreja supervisionando outra. Cada congregação era totalmente independente e responsável diante de seu cabeça, que é Cristo. Deus nunca ordenou papas, bispos, presidentes ou quem quer que seja para supervisionar múltiplas congregações. Os únicos supervisores humanos aprovados por Deus são os presbíteros (também chamados pastores e bispos) que cuidam da igreja local onde eles se encontram (Atos 14:23; Filipenses 1:1; 1 Pedro 5:1-2).
     Unidade por meio de placas de igrejas. Ainda que a Bíblia não use um único nome especial para descrever igrejas, muitas pessoas tentam manter ligações entre congregações por meio de placas. Estas pessoas pensam que todas as igrejas que seguem Jesus deverão usar o mesmo “nome” para que possam ser imediatamente identificadas como fiéis. Como resultado desta mentalidade, algumas igrejas adotaram nomes que ressaltam algum ponto doutrinário especial (Batista, Pentecostal, Presbiteriana, etc.). Outros usam nomes que honram pessoas respeitadas como fundadores das respectivas denominações (Luterana, Wesleyana, etc.). Algumas vezes, o nome por si pode ser bom. Pode ser uma descrição simples do fato de que o grupo designado busca seguir o Senhor (igreja de Deus, igreja de Cristo, etc.). Não há problema bíblico com o uso destas descrições, mas precisamos lembrar que elas não são marcas registradas que identifiquem os verdadeiros servos de Deus.
     Unidade pelo método de Diótrefes. Um dos mais velhos métodos humanos de manter “unidade” foi praticado por um homem chamado Diótrefes. Este homem queria um lugar de primazia entre seus irmãos, e decidiu-se a expelir da igreja quem quer que não o seguisse. Ele se via como “dono da igreja” e usou várias acusações falsas e palavras maliciosas para afastar e manter fora aqueles que estavam pregando a verdade. Ele não permitia nem mesmo que a igreja recebesse coisas escritas por servos fiéis de Deus! Seus esforços para proteger seu próprio partido eram prejudiciais à causa de Cristo. João não se intimidou com tal carnalidade. Ele escreveu sobre este arrogante servo de Satanás: “Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas cousas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja. Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus” (3 João 10-11).
    A Base da Unidade que Agrada a Deus
    Conquanto os métodos humanos para manter a unidade possam parecer práticos e eficientes, os verdadeiros seguidores de Jesus procurarão manter a unidade do modo que ele nos ensina nas Escrituras. Consideremos alguns textos importantes que nos auxiliarão a entender o que Jesus quer que façamos.
    João 17:17-23. A oração de Jesus mostra a base da unidade que agrada a Deus. União com Deus requer santificação do pecado do mundo (João 17:17-19). É irônico, mas importante, entender que a unidade requer divisão! Se quisermos estar unidos com Deus e seus servos, precisamos não manter comunhão com Satanás e seus servos. Santificação e harmonia vêm pela palavra de Deus (João 17:17, 20-21). Nossa unidade tem que ser modelada pelo exemplo divino. O Pai e o Filho são pessoas distintas, mas concordam em tudo o que dizem e fazem. Os cristãos, portanto, buscam desenvolver a mente de Cristo através do estudo de sua palavra para que possam aprender a pensar como Deus pensa (1 Coríntios 2:9-16). A relação amorosa entre cristãos serve como evidência para o mundo que nosso Senhor veio do Pai (João 17:21-23).
    1 Coríntios 1:10. O apelo de Paulo mostra que a palavra revelada é a base de nossa unidade. Nossa união é baseada em Jesus Cristo. Quando seguimos cuidadosamente sua autoridade em tudo o que fazemos, evitamos as divisões que vêm das opiniões, doutrinas e esquemas humanos (Colossenses 3:17). Os cristãos devem falar a mesma coisa. Isto não justifica meios artificiais para impor uniformidade no ensino das igrejas, mas, antes, nos desafia a buscar entender e ensinar exclusivamente a doutrina de Cristo (1 Coríntios, 4:6; 2 João 9). Os discípulos devem ter a “mesma disposição mental”. A humildade desprendida de Jesus é para nós o exemplo perfeito (Filipenses 2:1-8; Romanos 12:9-10,15-18). Os seguidores de Cristo precisam desenvolver o “mesmo parecer”. Enquanto opiniões humanas criam contendas e divisões, a vontade perfeita de Cristo incentiva completa harmonia entre os irmãos. Em busca deste “mesmo parecer”, precisamos ser bastante humildes para abandonar as opiniões e tradições humanas, para assim ensinar e praticar somente o que é autorizado no Novo Testamento.
    Tiago 3:17-18. O comentário de Tiago nos recorda as prioridades corretas que devemos buscar. A sabedoria divina “…é, primeiramente, pura; depois, pacífica…”. Cometemos um erro terrível quando invertemos esta ordem. Algumas pessoas estão tão decididas a manter a paz que se esquecem da necessidade de defender a doutrina pura. Freqüentemente até ridicularizam aqueles que insistem no estudo cuidadoso e aplicação do ensino do Novo Testamento, declarando que estão mais preocupados com o amor e a unidade. Mas o amor real obedece aos mandamentos de Jesus (João 14:15) e a unidade real é baseada na concordância com suas palavras (1 Coríntios 1:10). Quando somos fiéis a Cristo, estamos seguros na comunhão com ele e com seus verdadeiros seguidores (1 João 1:5:7). Devemos incentivar a paz, porém não ao preço da verdade. Se formos forçados a escolher entre a pureza da doutrina de Cristo e a paz com nossos irmãos, precisamos pôr Deus em primeiro lugar. É muito melhor estar próximo de Deus e longe dos homens do que estar perto dos homens e longe de Deus. A unidade que Deus quer está entre Deus e seus servos obedientes (João 14:23) e, em conseqüência, entre os irmãos que serve o mesmo Deus (1 Coríntios 1:10).
    O Desafio na Aplicação
    A unidade artificial é fácil. Os homens são muito capazes de esconder diferenças reais e criar alianças ímpias, como o faziam os fariseus e os herodianos quando se uniam contra seu adversário comum, Jesus. Mas a unidade real requer trabalho duro. Exige estudo diligente, humildade genuína, amor pelos irmãos e, acima de tudo, um amor intransigente por Deus e sua palavra. Que Deus nos ajude a desenvolver a mente de Cristo para servi-lo juntos.
    Junto com Cristo e Seus Seguidores: Como Fazer Parte da Igreja do Senhor

    Rebanho. Corpo. Igreja. Estas e outras palavras usadas na Bíblia para descrever o povo de Deus são termos coletivos. Um rebanho é um grupo de ovelhas. Um corpo é uma junção de membros: braços, pernas, olhos, ouvidos, etc. Uma igreja é uma assembléia de pessoas. Pelas próprias palavras que Deus usa para descrever seu povo, ele mostra que as pessoas não estão sozinhas. O Novo Testamento freqüentemente se refere à igreja do Senhor, seja no indicando um conjunto universal de todas as pessoas que pertencem a Deus (veja Hebreus 12:22-23), ou indicando um grupo funcional de discípulos, num determinado local (veja Coríntios 1:1-2). Enquanto a Bíblia fala freqüentemente de nossas responsabilidades em obedecer a Deus, não podemos descrever a vida e serviço de um cristão sem ver sua relação com outros discípulos. Como posso fazer parte da igreja do Senhor?

    Membros do Corpo de Cristo

    Paulo fala da exaltada posição de Cristo, como cabeça do corpo que é a igreja (Colossenses 1:17-18). Na mesma carta, ele adverte contra o perigo de se tornar desligado da cabeça: “… e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus” (Colossenses 2:19). Os membros do corpo de Cristo estão sujeitos ao cabeça (Efésios 5:23, 24,30).
    Como os membros do corpo se tornam ligados uns aos outros e a Cristo? Aqueles que demonstram sua fé obediente no arrependimento e no batismo entram em comunhão com Cristo. “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados…” (Atos 2:38). “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes … porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:26-28). Deus continua a fazer como fez quando os apóstolos começaram a pregar o evangelho: “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2:47). Quando nos submetemos verdadeiramente a Cristo em obediência ao evangelho, ele nos acrescenta ao seu corpo espiritual, que é a igreja.
    Quando pertencemos a Cristo, gozamos de privilégios especiais. O Pai, o Filho e o Espírito Santo habitam em nós (João 14:23; 1 Coríntios 6:19-20; Mateus 28:18-20). Esta é uma relação especial, que é impossível quando estamos em pecado. No Velho Testamento, Deus recusava habitar com os israelitas quando eles abandonavam sua palavra (Êxodo 33:3; Ezequiel 8:6; 9:9; 10:18). Hoje, ele habita com aqueles que estão apartados do pecado (2 Coríntios 6:16 – 7:1), e recusa permanecer com aqueles que não respeitam sua palavra (2 João 1:5-10; 2:3-6).

    Discípulos Servindo Juntos numa Igreja Local
    Já observamos que aqueles que obedecem ao Senhor e entram em comunhão com Cristo são membros de seu corpo. A Bíblia também mostra que aqueles seguidores têm que cooperar com outros cristãos numa igreja local. Consideremos alguns exemplos do que o Novo Testamento ensina sobre nossa relação com outros numa igreja local.
    Temos que nos reunir com outros seguidores de Cristo. Hebreus 10:24-25 diz: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Estes versículos mostram que a reunião é necessária para nosso crescimento espiritual e para a edificação de outros.
    Exemplos do crescimento das igrejas locais no livro de Atos destacam a sabedoria do plano perfeito de Deus. Aqueles que foram chamados para deixar as práticas pecaminosas do mundo associaram-se para servir ao Senhor e fortalecer uns aos outros. Os primeiros cristãos “… perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus …” (Atos 2:42-47). Estes cristãos primitivos oravam juntos (Atos 4:23-31). Eles compartilhavam seus bens materiais para ajudar os pobres entre eles ( Atos 4:32-37). Eles cantavam para adorar a Deus e para edificarem uns aos outros (Colossenses 3:16; Efésios 5:19). Discípulos numa igreja local juntaram-se para discutirem seu trabalho (Atos 6:1-7; 15:22) e para participar da ceia do Senhor (Atos 20:7). Nestas ocasiões, pregavam o evangelho para edificação dos irmãos (Atos 20:7) e davam voluntariamente de sua prosperidade financeira para cumprir a obra de Deus atribuída a eles (1 Coríntios 16:1-2; 2 Coríntios 9:6-7).
    Quando o evangelho se espalhou e mais pessoas obedeceram a Jesus, tais igrejas locais começaram a adorar e a trabalhar em conjunto para o Senhor em muitos lugares. Lemos na Bíblia sobre igrejas em Jerusalém, Samaria, Antioquia, Corinto, Éfeso, Filipos, etc. Conforme cresciam, estas congregações escolhiam presbíteros para guiá-las e diáconos para auxiliá-las (Atos 14:23; Filipenses 1:1; Tito 1:5-9; 1 Timóteo 3:1-13). Evangelistas ajudavam na edificação dos discípulos (2 Timóteo 4:1-5; Tito 1:5; Efésios 4:11-12). Esperava-se que cada pessoa fizesse sua parte para ajudar outras a crescerem (Efésios 4:15-16).

    Continuando em Comunhão com a Igreja Local
    A relação entre os cristãos é baseada na fidelidade de cada um a Deus (1 João 1:5-10). Uma pessoa pode perder esta comunhão ao retornar ao pecado. Simão tropeçou logo depois de sua conversão, mas arrependeu-se quando Pedro o repreendeu (Atos 8:18-24). Pessoas que retornam à Lei do Velho Testamento negam o valor do sacrifício de Cristo e decaem da graça (Gálatas 5:4). Pedro nos conta que um cristão que retorna ao pecado está em pior estado do que aquele que nunca conheceu Cristo (2 Pedro 2:21-22). Quando outros cristãos vêem que um irmão caiu no pecado, eles devem tentar recuperá-lo (Gálatas 6:1; Tiago 5:19-20). Se ele recusar a se arrepender, pode ser rejeitado pela igreja (Mateus 18:15-18; 1 Coríntios 5:1-13; 2 Tessalonicenses 3:6-15). Quando seguimos estes princípios revelados por Deus, as igrejas locais serão grupos de pessoas verdadeiramente santificadas do pecado e dedicadas ao Senhor. Para glorificar a Deus, precisamos construir sobre o fundamento que ele escolheu de acordo com o plano que ele revelou (1 Coríntios 3:10-11).
    Evitando Erros Comuns
    A falta de entendimento destes princípios bíblicos tem como resultado muitas idéias e práticas erradas. Considere alguns erros comuns:
    Cristãos sem uma igreja. Muitas pessoas afirmam que mantêm sozinhas uma relação harmoniosa com Deus, e que não necessitam de servir numa igreja local para agradarem a Deus. Tal atitude reflete um desrespeito arrogante ao que a Bíblia ensina. Somos mandados a congregar-nos (Hebreus 10:24-25). Desobedecer este mandamento é pecar contra o Senhor.
    Todas as igrejas são iguais. Algumas pessoas entendem que deveriam estar juntas com outras pessoas na igreja, mas dizem que não importa qual igreja. Elas toleram falsas doutrinas e práticas não autorizadas na Bíblia, pensando que Deus não as responsabilizará por tais erros. Mas isto não é o que as Escrituras ensinam. Paulo escreveu: “Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro” (1 Timóteo 5:22). Algumas vezes, uma pessoa defenderá sua participação numa igreja que pratica o erro comentando que “não há igreja perfeita”. Uma vez que a igreja é um conjunto de seres humanos imperfeitos, é óbvio que não encontraremos uma igreja perfeita em nenhum lugar da terra. Temos que edificar-nos uns aos outros para superarmos nossas faltas pessoais. Isto não significa, contudo, que podemos participar do pecado continuando numa igreja que ensine erro ou pratica, coletivamente, coisas que Deus não aprovou. “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Efésios 5:11). Comunhão com pessoas não salvas. Muitas igrejas hoje em dia negligenciam o ensino da Bíblia sobre a salvação. A Bíblia mostra claramente a necessidade da fé e do arrependimento, seguidos pela imersão em água para remissão dos pecados (Marcos 16:6; Atos 2:38; 22:16; etc.). Uma pessoa que não tem obedecido estas instruções não está em ligação com Cristo, nem com os verdadeiros seguidores de Cristo. Não é possível a um cristão estar em comunhão com pessoas não salvas. Os verdadeiros discípulos de Cristo não permanecerão em igrejas que ensinem o erro em matéria de salvação. Não é problema meu! A Bíblia diz: “Julgai todas as cousas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:21-22). Algumas pessoas ignoram esta responsabilidade pessoal dizendo que um pastor, ou outro “líder” da igreja, é o responsável pelo que a igreja faz. É verdade que os pastores prestarão contas (Hebreus 13:17) e que professores receberão “maior juízo” (Tiago 3:1). Mas Jesus também advertiu contra o perigo de seguir falsos professores: “Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco” (Mateus 15:14).
    Conclusão
    Se você verdadeiramente deseja servir a Cristo, você precisa primeiro certificar-se de que tem obedecido plenamente seus mandamentos para entrar em comunhão com ele. Então você precisa procurar servir junto com outros que seguem cuidadosamente sua palavra. “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17).

    Como Tratar os Irmãos que Pecam?
    A Bíblia muitas vezes ressalta o interesse que os cristãos devem ter pelo bem-estar espiritual dos irmãos. “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados.” (Tiago 5:19-20). Talvez a reação mais natural diante de um irmão que peca seja abandoná-lo, achando que cada pessoa deve tomar conta de si mesma. Mas as Escrituras ensinam que os cristãos são uma família, um corpo, e cada membro deve preocupar-se intensamente com o crescimento espiritual dos outros membros. A Palavra ensina que deve haver distinção entre os irmãos que pecam. Nem todos os pecados refletem o mesmo tipo de coração e, portanto, assim como cada doença física requer um tratamento diferente, o mesmo acontece com as enfermidades espirituais. “E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne.” (Judas 22-23). “Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.” (1 Tessalonicenses 5:14). Estes textos agrupam em várias categorias os que estão em pecado, mostrando o tipo de ajuda necessária para cada caso.
    Os que Tropeçam
    “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” (Gálatas 6:1). Em alguns casos, o pecado pega o homem num momento de fraqueza e o enlaça. Nessa situação, outros irmãos devem conversar com aquele que tropeçou e ajudá-lo a se erguer novamente. Isso deve ser feito com um espírito de mansidão e delicadeza. Não ajuda muito repreender com severidade. É preciso que pensemos como gostaríamos de ser tratados numa situação dessa, porque todos tropeçamos e caímos no pecado uma vez ou outra, e faz-se necessário que os nossos irmãos com mansidão nos ajudem a voltarmos à fidelidade no serviço do Senhor. Paulo incentivou Timóteo a fazer apelos as pessoas e não repreendê-las de uma maneira áspera (1 Timóteo 5:1-2). Áquila e Priscila mostraram sabedoria ao conversarem com Apolo em particular para ajudá-lo a aprender o caminho de Deus com mais precisão (Atos 18:24-26). O objetivo é recuperar o pecador e não apenas “cumprir o nosso dever” de admoestá-lo

    Os que Pecam
    “A cautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.” (Lucas 17:3-4). Há casos em que o pecado é tão evidente que tem que ser enfrentado diretamente. Nesses casos, naturalmente, devemos estar preparados e ansiosos para aceitarmos o arrependimento do pecador e perdoar-lhe. Antes, porém, será necessário admoestar “os insubmissos”, advertindo-os sem rodeios e estimulando-os a mudar (1 Tessalonicenses 5:14). Quando o pecado visível de Pedro feriu os irmãos gentios e levou outros cristãos judeus ao mesmo erro, Paulo o repreendeu face a face em público (Gálatas 2:11-14). Não se tratava de um irmão fraco em tropeço, mas um pecado de conseqüências públicas, por parte de Pedro, que precisava ser tratado. Qualquer um de nós pode precisar de uma repreensão direta às vezes. O livro de Provérbios nos incentiva a aceitar as admoestações e usá-las como uma oportunidade para fazer as devidas correções, apesar da repreensão ser dolorosa. No caso de Pedro, ele falou mais tarde a respeito do nosso “amado irmão Paulo” (2 Pedro 3:15), mostrando que ele não tinha nenhum rancor pelo fato de Paulo o haver repreendido abertamente.
    Os que se Recusam a se Arrepender
    “Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes”; “Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão.” (2 Tessalonicenses 3:6,14-15). Às vezes, um irmão que está em pecado não presta atenção ao estímulo e à admoestação de outros cristãos. Tanto pessoalmente quanto por carta, Paulo havia ensinado e admoestado aos tessalonicenses acerca da necessidade de trabalhar. Em 1 Tessalonicenses 5:14 ele tinha pedido que outros irmãos admoestassem os indisciplinados. Em 2 Tessalonicenses 3, mais uma vez ele adverte severamente os que se recusavam a trabalhar. Depois ele afirma claramente que, quando alguém se recusa a obedecer à Palavra de Deus depois de reiteradas admoestações, essa pessoa deve ser publicamente notada como infiel e os irmãos devem se afastar do contato social com ela. 1 Coríntios 5 trata de um caso semelhante. O pecado era diferente (um caso grave de imoralidade sexual), mas Paulo ordenou aqui também que o irmão que se achava no erro fosse publicamente reconhecido como infiel e que os outros não se associassem com ele, nem mesmo para comer com ele. Em Mateus 18:15-17, quem se recusa a se arrepender de um pecado cometido contra outra pessoa deve ser tratado da mesma forma. Ao colocarmos em prática essa diretriz precisamos tomar certos cuidados. Em primeiro lugar, não se deve tomar essa atitude a primeira vez que alguém peca. Os casos descritos nos textos anteriores estavam em estágio avançado; já se haviam dado exortações. Em segundo lugar, a igreja deve estar ansiosa por receber o irmão que errou quando ele se arrepende. Ele não deve ser considerado um inimigo, mesmo após ser disciplinado pela congregação (2 Tessalonicenses 3:15). E, se ele retornar à fidelidade ao Senhor, deve ser recebido com muito amor e ternura (2 Coríntios 2:5-11).
    Há três razões para essa atitude. Primeira: o amor pelo irmão que pecou. A esperança é que a pessoa, percebendo a gravidade de seu pecado, retorne ao Senhor e seja salva (1 Coríntios 5:5; 2 Tessalonicenses 3:14-15). Assim como o homem imoral de 1 Coríntios 5, muitos se arrependem hoje depois que a igreja a que pertencem os nota publicamente como infiéis (2 Coríntios 2:5-11). Segunda: o amor pela igreja. Paulo falou da influência contagiosa do pecado que é tolerado na igreja (1 Coríntios 5:6-8). Se as pessoas que não estão servindo ao Senhor fielmente permanecem na comunhão com a igreja, sua infidelidade será contagiosa e se espalhará aos outros membros da congregação. Por fim, o amor pelo Senhor. Essa ação deve ser tomada “em nome do Senhor Jesus Cristo” (2 Tessalonicenses 3:6; 1 Coríntios 5:4). Paulo disse que essa ordem põe a igreja à prova para descobrir se ela é fiel ao Senhor em todas as coisas (2 Coríntios 2:9). Muitas igrejas são reprovadas nesse teste. Talvez por causa de um desejo de não se tornarem impopulares ou por uma falta de coragem de enfrentar os membros que vivem persistentemente no pecado, muitas igrejas toleram os membros infiéis e não obedecem a esses princípios bíblicos. O nosso amor por Deus deve ser maior que o nosso desejo de recebermos a aprovação do homem.
    Os que Ensinam Falsas Doutrinas
    “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos.” (Romanos 16:17-18). Os falsos mestres são perigosos e subversivos. Por essa razão, devem ser tratados com muito mais firmeza e urgência do que os irmãos que são infiéis ao Senhor de outras formas. Tito foi informado de que os falsos mestres precisam ser silenciados e reprovados severamente (Tito 1:10-16). Ele foi incentivado a rejeitá-los após somente duas advertências, por causa do perigo que eles representam para os outros cristãos (Tito 3:9-11). Essas talvez sejam declarações fortes nesta época de tolerância. Muitos passaram a crer que não há verdade absoluta e que todos devem crer no que quer que lhes faça sentir bem. A Bíblia ensina que há somente uma verdade, e que devemos encontrá-la, crer nela e segui-la para sermos salvos. Quem ensina doutrinas diferentes do que se acha nas Escrituras põe em risco a alma preciosíssima do seu semelhante.
    Conclusão

    É errado não fazer caso dos pecados cometidos por outros irmãos ou mesmo aceitá-los. Embora devamos ser humildes e agir em amor, devemos ajudar a recuperar aquele que tropeça, repreender o que peca abertamente, após reiteradas admoestações, afastarmo-nos daquele que se recusa a se arrepender e, após apenas uma ou duas admoestações, rejeitar os que ensinam doutrinas falsas. Devemos ter coragem e fé no Senhor para obedecermos suas instruções.
    De Qual Igreja Você É? Descobrindo a Igreja do Primeiro Século Atos 11:19-26
    Há dois mil anos, quando os apóstolos começaram a pregar o evangelho do Senhor pelo mundo inteiro, não existia uma variedade de “igrejas”, denominações e seitas, todas com as suas doutrinas e métodos para ganhar discípulos. De fato, Jesus e os seus apóstolos ensinaram haver uma só igreja, a qual é o corpo de Jesus, ele mesmo sendo o cabeça (veja Mateus 16:18; Efésios 1:22-23, 4:4, 5:22-23; Colossenses 1:18). Portanto, quando pessoas se convertiam, ninguém lhes perguntava, “de qual igreja você é?” – pois era óbvio que pertenciam àquela única igreja que Cristo mesmo edificou.
    Muitos hoje dizem estar procurando “a igreja certa”. Para alguns isto quer dizer simplesmente um lugar onde possam se sentir bem ou confortáveis, apaziguando suas consciências com atos externos de “adoração” a Deus. Porém, para os mais honestos, esta procura é uma busca verdadeira para fazer parte da “…nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9-10).
    Com o intuito honesto de descobrir a igreja edificada por Cristo, vamos viajar dois mil anos atrás para a cidade de Antioquia da Síria, onde estava chegando pela primeira vez a pregação do evangelho de Jesus. Ao lermos este relato do Espírito Santo sobre a conversão das pessoas desta cidade, prestemos bem atenção ao que aconteceu, e façamos a pergunta, “de qual igreja eram estas pessoas?”
    O que aconteceu em Antioquia? (Atos 11:19-20)
    Depois que Estêvão foi morto em Jerusalém por pregar o evangelho (veja Atos 7:51 – 8:4), os cristãos que ali moravam se espalharam pelas regiões ao redor, levando a palavra do Senhor para lugares onde ainda não havia sido pregada. No início estes discípulos pregavam somente aos judeus, porém alguns que eram naturais de lugares entre os gentios (“gregos”) logo começaram também a pregar aos não-judeus.
    O que, exatamente, estes discípulos pregavam? Versículo 19 diz que se espalharam “anunciando…a palavra”, e versículo 20 nos ensina que estavam “anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus”. Este fato é simples e importante demais para o ignorarmos – os que saíram de Jerusalém pregavam somente a palavra, o evangelho do Senhor Jesus. Mostrando este mesmo padrão em seu ensinamento, o apóstolo Paulo disse: “decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Coríntios 2:2).
    Qual o resultado da pregação da palavra do Senhor? (Atos 11:21-24)
    A Bíblia nos afirma que ouvir a palavra é suficiente para produzir fé em pessoas a fim de salvá-las. O apóstolo Paulo escreveu aos Romanos, “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê…” e “…assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 1:16; 10:17). Pessoas que verdadeiramente querem servir a Deus junto ao povo dele não precisam ouvir de milagres ou promessas de bênçãos materiais, porém responderão com fé à simples pregação da palavra de Cristo. Vejamos o que aconteceu em Antioquia quando as pessoas responderam com fé:
    Conversão ao Senhor. Quando as pessoas honestas de Antioquia ouviram o evangelho, “crendo, se converteram ao Senhor” (Atos 11:21). Pregar o evangelho de Jesus resulta na conversão de pessoas a ele, o Senhor!
    Ninguém na Bíblia jamais foi convertido à igreja. Porém, muitos hoje são. Basta ouvir uma conversa entre dois crentes, e logo alguém dirá algo assim: “Você sabia que fulano-de-tal saiu da igreja?” ou “Graças a Deus que depois de tanto tempo desviado eu voltei para a igreja!” Expressões assim mostram pessoas convertidas à igreja e não ao Senhor. O problema é que muitos que se chamam “evangelistas” saem pelas ruas anunciando muitas coisas – a igreja, o pastor, teologia, promessas de curas ou de bênçãos materiais, expulsão de demônios, etc. – mas pouca gente parece ter interesse pela pregação da palavra. O resultado disso é pessoas convertidas a estas coisas, e não ao Senhor. Para fazer parte da igreja que pertence ao Senhor, é necessário ouvir o evangelho, a palavra que fala do Senhor, para que sejamos convertidos a ele.
    Firmeza no Senhor. Boas notícias correm rapidamente, e logo a igreja em Jerusalém ficou sabendo da conversão das pessoas em Antioquia (Atos 11:22). A linguagem que descreve a igreja em Jerusalém deve chamar nossa cuidadosa atenção. Por exemplo, ela tem “ouvidos”. Também, ao mesmo tempo ela é singular – “a igreja” – e plural – “enviaram Barnabé”. O que aprendemos com isto? A palavra “igreja” na Bíblia não descreve um prédio ou uma organização (denominação), e sim pessoas. A igreja em Jerusalém simplesmente era pessoas convertidas ao Senhor que ouviram da conversão de outros e mandaram ajuda na pessoa de Barnabé.
    Quando Barnabé chegou em Antioquia, ele ficou alegre ao ver a graça de Deus entre estes novos convertidos (Atos 11:23). Como é possível ver a graça de Deus? O apóstolo Paulo escreveu: “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus…” (Tito 2:11-13). O que Barnabé viu em Antioquia eram pessoas que manifestavam vidas transformadas pela graça de Deus. Sua resposta era de exortar “a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor” (Atos 11:23).
    Muitos têm orgulho de dizer que permanecerão sempre firmes na igreja. Vamos lembrar, porém, que a igreja é pessoas, e pessoas, mesmo boas, podem errar. Seria tolice permanecer firme em pessoas se estas não estão firmes no Senhor! Porém, quem permanece firme no Senhor não cairá mesmo se toda a igreja e os pastores caírem, pois seguirá aquele que é o verdadeiro “bom pastor” (veja João 10:27-28).
    União ao Senhor. Por causa da pregação do evangelho por Barnabé e outros em Antioquia, “muita gente se uniu ao Senhor” (Atos 11:24). De fato, o resultado de pessoas ouvindo o evangelho do Senhor, se convertendo ao Senhor, e permanecendo no Senhor sempre será pessoas unidas ao Senhor. Este é o ponto da conversão – Deus nos oferece paz e reconciliação em Cristo para que possamos ser unidos a ele para eternidade (veja 2 Coríntios 5:18-21; João 14:1-3)!
    De qual igreja eram estas pessoas? (Atos 11:25-26)
    Infelizmente, o padrão que vemos no mundo religioso hoje é bem diferente do que vimos em Antioquia. Hoje, pessoas pregam a igreja, se convertem à igreja, permanecem na igreja, e se unem à igreja. Porém, o foco de Barnabé e dos outros discípulos que espalhavam a palavra nunca era a igreja, e sim era sempre o Senhor! E o que acontece quando pessoas respondem à pregação do Senhor? “Por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão” (Atos 11:26). Ninguém pregou a igreja, mas mesmo assim o resultado da pregação foi uma igreja em Antioquia que estava ativamente ensinando a outros!
    Permanece, portanto, a nossa pergunta – “de qual igreja eram estas pessoas?” Era Católica? Batista? Presbiteriana? Mórmon? Não! Para ser uma dessas igrejas, teria sido necessário pregar e converter pessoas à doutrina de uma delas. Era uma filiada da igreja de Jerusalém? Também não! Ninguém pregou a igreja de Jerusalém, embora todos tivessem saído de lá! A doutrina não era de Jerusalém, e sim do Senhor! Então, qual igreja era? Basta dizer que era a igreja do Senhor (pois, pertence a ele!) que se reunia na cidade de Antioquia (veja Romanos 16:1; 1 Coríntios 1:2; 1 Tessalonicenses 1:1; etc.).
    E como foram chamados os membros desta igreja? Católicos? Batistas? Presbiterianos? Mórmons? Também não! “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26). Sendo pessoas que ouviram a palavra do Senhor Jesus Cristo, se converteram ao Senhor Jesus Cristo, permaneceram no Senhor Jesus Cristo, e se uniram ao Senhor Jesus Cristo, faz perfeito sentido eles terem sido chamados pelo título dele – “cristãos”. Estes não conheceram nenhuma doutrina humana para que fossem chamados por nomes e métodos humanos. Estes seguiram e serviram a Cristo.
    É possível ter uma igreja igual à de Antioquia hoje?
    O problema não se resolve em ter uma igreja igual à de Antioquia, mas em ser uma igual. Afirmamos que isto não é somente possível, mas é essencial, pois sendo qualquer outra coisa traz a condenação de Deus (veja 2 João 9-11)! Como conseguiremos isto? A resposta é simples – faremos da mesma forma que os irmãos no primeiro século o fizeram. Deixemos de procurar igrejas e filiações com denominações e doutrinas humanas, procurando em vez disso o Senhor através da palavra dele! Ao ouvir o simples evangelho, pessoas honestas se converterão, permanecerão firmes, e se unirão ao Senhor. Quando se reunirem em um só lugar para adorar o Senhor juntas, mesmo se forem só duas ou três pessoas, já serão uma igreja (veja Mateus 18:20). Qual igreja serão? A igreja edificada pelo Senhor, ele mesmo sendo a cabeça.
    De qual igreja você é?
    Entendendo as Promessas de Deus Quanto às Bênçãos Materiais
    (Mateus 6:25-33)
    Em seu poderoso sermão do monte, Cristo tratou de nossa necessidade de bênçãos materiais, dadas por Deus. Em Mateus 6, Cristo reafirmou a seus ouvintes da época, e reafirma aos Cristãos de hoje, que Deus proverá as necessidades básicas daqueles que buscam seu reino. Assim como ele alimenta as aves e veste as ervas, quanto mais dará ele aos seus filhos que são criados a sua própria imagem. Um verdadeiro filho de Deus nunca deveria se preocupar com suas necessidades materiais. Desde que o cristão não seja indolente, Deus proverá.
    Há, no entanto, religiões e pregadores, hoje em dia, que levam a promessa de Deus muito além do que ele disse. Estes grupos e homens ensinam que, por servir a Deus, podemos ganhar riqueza bem além do que é suficiente para as nossas necessidades materiais mínimas. Geralmente, estes grupos ensinam que o cristão pode também ter boa saúde e que os problemas físicos terminariam se ele servir a Deus fielmente e se contribuir generosamente para “sua causa”. Ainda que estas promessas soem muito bem, Deus em nenhum lugar de sua palavra deu tais esperanças ao seu povo. Aqueles que ensinam tais coisas enganam os ouvintes e condenam suas próprias almas, por acrescentarem à palavra de Deus (Apocalipse 22:18). Se estas doutrinas estão em conflito com as Escrituras, então por que os homens as ensinam?
    Primeiro, como em todas as coisas, há alguns que ensinam estas doutrinas simplesmente para aumentar seus próprios ganhos. Usando os desejos daqueles que querem uma vida financeiramente melhor, ou uma melhor saúde física, estes falsos mestres prometem resultados para aqueles que contribuírem “generosamente”. Esse dinheiro é então usado para o ganho pessoal, em vez da obra de Deus, o pretexto para o qual foi dado. Esta prática é muito similar à dos falsos mestres, descrita na Bíblia. Note uma descrição em particular em 2 Pedro 2. Descrevendo os falsos mestres, Pedro disse:
    . . . tendo olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos (vs. 14).
    . . . abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça (vs. 15).
    . . . porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões car-nais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir daqueles que andam no erro (vs. 18).
    Os falsos mestres, tanto na-quele tempo como agora, fre-qüentemente procuram ganho financeiro ao enganar, de propó-sito, aqueles que sinceramente se esforçam para servir a Deus.
    Segundo, há outro tipo de mestre que ensina as mesmas doutrinas, e também crê que estas doutrinas são verdadeiras e são promessas de Deus. Infelizmente, no seu erro, ele dá a oportunidade para Satanás desen-caminhar outras pessoas. Note a história de Simão, o Mágico, em Atos 8. Através de suas práticas, ele convenceu os homens de que ele era de Deus, e que fazia essas coisas em nome de Deus (Atos 8:9-11). Ainda que feitas em nome de Deus, as práticas de Simão afastavam os homens de Deus. Como Simão, Satanás usa os homens da mesma maneira, hoje em dia, quer eles ensinem para o seu ganho pessoal, quer creiam que estão certos com Deus.
    Há muitas passagens na Bíblia que desacreditam os ensinamentos destes homens. Tome como exemplo as vidas dos apóstolos de Cristo. Certamente, estes homens eram fiéis filhos de Deus, entretanto ele achou por bem não fazer promessas de “saúde e riqueza” a eles. Conforme lemos no Novo Testamento, vemos esses homens sofrendo por Deus (Atos 12:1-2; 14:19, etc.). Também lemos, em Atos 7, so

     
  2. Carol

    8 de agosto de 2010 at 15:47

    essa parte de “treme da minha palavra” me chamou atenção..
    eu fiquei pensando, será que eu tô temendo a palavra do Senhor, e chamando a atenção dEle?
    eu quero temer tudo que ta escrito naa biblia,
    eu quero que Jesus se agrade de mim!

     
  3. sara sousa

    26 de fevereiro de 2011 at 20:44

    muito bom, gostei muito. obg!

     
  4. miriã scheffer

    17 de abril de 2011 at 16:33

    preciso muito mais me colocar na presença do pai…hj é meu aniversário, mas na verdade eu é que quero dar um presente a Deus!!!! minha vida a ele vou entregar pra sempre…

     
  5. ISMAEL

    15 de novembro de 2011 at 18:43

    sou evangelico a 4 anos, estou muito feliz com a vida que levo na presença do Sr Jesus, apesar de estar sempre em luta financeira, ou seja não consigo dizimar corretamente, se dizimar, fica dificil, já fui microempresário, carro do ano, contas tudo em dia. até que nos idos de 2004, eu senti uma queda nas vendas e mexi onde sempre mexia, ou seja anunciei, fiz promoçoes, mas não tive nenhum retorno. minha esposo fez um comentário, parece ter uma cabeça de boi enterrada aqui, e eu embora concordasse com ela não sabia oque fazer, no dia 04 de fevereiro de 2007 uma Sr. de oração foi na casa de meu sogro orar por eles, ao terminar de orar ela apontou, para a mionha esposa e disse sua vida vai mudar, o que estão falando de vcs vai cessar, eu a procurei no dia seguinte e ela mandou-ma procurar uma igreja evangelica, o que eu fiz e estou fazendo até hoje para a gloria de Deus, quem teria uma dica para eu chamar atenção de Jesus p minha área financeira, grato irmão ismael.

     
  6. Jose Teixeira

    17 de novembro de 2011 at 11:31

    Eu, acredito em Deus. tenho fé e confiança que no momento que não seja o meu tempo o Senhor me levantara e perdoara meus pecados…. muito obrigado Jesus por você existir, e por me amar tanto assim…

     

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